11 de dezembro de 2019
Abime
Inovação

Tecnologia e neurociência em prol da equidade na Aprendizagem

A aprendizagem é um processo único e individual cada vez mais estudada à luz da Neurociência. Esse campo de pesquisa relacionado ao sistema nervoso comprova a ineficiência de um processo padrão de aprendizagem por justamente cada pessoa ter um modo diferente de adquirir conhecimento. Dada essa particularidade, como então ensinar de forma eficiente ao considerar a diversidade cognitiva encontrada em uma turma de alunos?

É fato que o desenvolvimento tecnológico altera nossa percepção e acelera nosso ritmo de pensar e de fazer. São inúmeras as formas de ensinar e aprender. A tecnologia, aliás, é uma grande aliada no sentido de diversificar caminhos de aprendizagem e ao mesmo tempo permitir adaptações às necessidades individuais.

Entender a capacidade cognitiva de cada estudante significa considerar formas de raciocínio, habilidades socioemocionais, além de facilidades e desafios. Essa compreensão favorece a concepção de atividades e a definição de canais que garantem os direitos de aprendizagem de todos e, ao mesmo tempo, de modo personalizado.

Uma nova mentalidade se estabeleceu para entender e exercer a educação a partir das interferências da Neurociência e da tecnologia. É inquestionável que a tecnologia modificou o modo como vivemos. A diversidade de informações que hoje temos à disposição, a rapidez com que elas chegam até nós e as tecnologias que nos facilitam acessá-las possibilitam diferentes modos de produzir e compartilhar saberes.

Nesse contexto, a comunicação, a informação e o conhecimento possuem mais de um caminho, múltiplos formatos em variados meios. Uma mesma informação pode ser disseminada em vídeos, podcasts, fotos, ilustrações, animações, textos e infográficos, e constituir nova forma de linguagem.

O cenário atual demanda que as salas de aula se transformem em espaços nos quais a pesquisa, as experiências e a troca de ideias possibilitem aos estudantes desenvolver autonomia e habilidades fundamentais para analisar questões do dia a dia e aplicar conceitos das diversas áreas do conhecimento a fim de encontrar soluções originais e eficientes para a solução de problemas.

A escola deve ir onde o aluno está e o aluno está na tecnologia. Não faz sentido, por exemplo, evitar o uso de celulares dentro da sala de aula. A ferramenta pode contribuir significativamente para o aumento do engajamento e a motivação do aprendizado. Recursos de gamificação com desafios instigantes, pontuações, recompensas, feedbacks imediatos aumentam a atenção e estimulam o desenvolvimento da neuroplasticidade. O resultado é uma aprendizagem e efetiva e ainda mais significativa.

A imersão e inclusão nesse mundo de convergência tecnológica estabeleceu um novo modo de pensar e pressupõe a apropriação de recursos digitais ao nosso alcance para ampliar as potencialidades do ensino e aprendizagem.

Dessa forma, é fundamental promover a inovações tecnológicas e a igualdade de oportunidades, especialmente para aqueles que dependem das possibilidades que a escola pode oferecer. É uma forma de garantir o acesso e a apropriação digital para aprendizado inclusivo e, consequentemente, gerar justiça social para todos.

Fonte: Canal Tech | www.canaltech.com.br
Postado por: Abime | www.abime.com.br

Related posts

Experiências bem-sucedidas de educação infantil mostram possibilidade de avanço

Carolina Sab

Alfabantu Professora cria aplicativo para ensinar idioma africano nas salas de aula

Carolina Sab

Programa de Estágio no Japão seleciona professores da rede

Carolina Sab

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.