28 de fevereiro de 2020
Abime
Sala de Aula

52% das instituições de educação básica usam celular

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De 2015 para 2016, número de professores que usam a internet do celular em atividades com os alunos cresceu em 10%.

O celular, antes tão mal visto no ambiente escolar, vai ocupando cada vez mais espaço na sala de aula: em 2016, 52% das escolas utilizavam o aparelho em atividades com os alunos. É o que aponta a pesquisa TIC Educação 2016, do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), divulgado nesta quinta-feira (3).

O estudo mostra dados sobre utilização da internet e de celulares em sala de aula, em escolas públicas e particulares em áreas urbanas de todo o país. Foram coletados dados de 1.106 escolas, em turmas de 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 2º ano do ensino médio. Participaram das entrevistas 935 diretores, 922 coordenadores pedagógicos, 1.854 professores de diversas disciplinas e 11.069 estudantes. A pesquisa aconteceu entre agosto e dezembro de 2016.

A popularização dos aparelhos pode ter relação com essa nova realidade. Dos estudantes que têm acesso à internet, 77% usam a rede por meio do celular. O segundo aparelho mais utilizado, o computador de mesa, tem apenas 9% de participação nesta estatística. O acesso dos professores à tecnologia aumentou ao longo dos anos: em 2011, apenas 15% deles possuíam um smartphone. Em 2016, o número atingiu os 91%.

Os maiores usuários de smartphones, entre os alunos que usam a internet, são os adolescentes: do total de estudantes do 9º ano do ensino fundamental, 33% dizem usar os aparelhos na escola, contra 49% dos alunos do 2° ano do ensino médio. Entre as crianças, a utilização é menor: apenas 7% dos estudantes do 5º ano do ensino fundamental usam a tecnologia na escola.

Estes números quase se invertem quando se trata do uso do smartphone por parte dos professores em atividades escolares. Em 2016, 61% dos professores declararam que utilizam a tecnologia para lecionar nas turmas de 5º ano, contra 42% e 41% dos docentes de 8º e 2º ano, respectivamente. A utilização é maior nas escolas particulares que nas públicas: são 61% de usuários contra 46%.

Em 2015, 87% das escolas declararam ter acesso à rede sem fio. O número aumentou para 92% no ano seguinte. No entanto, nos dois períodos, apenas 10% delas declararam ter uso livre para todos. No último ano, 21% das instituições informaram que o uso é restrito, com senha disponível para os alunos, enquanto 61% não liberam o acesso para os estudantes.

Acesso

As escolas públicas e particulares apresentam números altos de máquinas disponíveis em sala de aula: 98% e 96% têm computadores de mesa, enquanto 86% e 92% também contam com computadores portáteis, respectivamente. A internet está disponível na maioria das escolas urbanas: 98% das instituições particulares e 95% das públicas declararam possuir o serviço.

Os tradicionais laboratórios de informática são bastante utilizados em escolas particulares, embora estejam em desuso. Do total de instituições que responderam à pesquisa, 47% tem as salas de aula para a atividade, e 46% as utilizam. Na rede pública, o número de laboratórios não aproveitados é bem maior: 81% das escolas possuem o ambiente, mas apenas 59% o usam.

“Embora os laboratórios estejam bastante presentes nas escolas públicas, o uso é baixo. Nas particulares, esse espaço se desloca para a sala de aula, biblioteca… isso mostra um avanço das particulares nesse aspecto”, comentou, em coletiva de imprensa, o gerente do Cetic, Alexandre Barbosa.

Avaliação

A pesquisa do Cetic buscou conhecer a percepção dos professores sobre o uso das tecnologias nas escolas. A perspectiva dos profissionais é, em sua maioria, bastante positiva. Segundo o estudo, 67% agora têm contato com professores e especialistas de outras escolas, 77% passaram a se comunicar com os estudantes com maior facilidade e 94% garantem que agora têm acesso a materiais mais diversificados ou de melhor qualidade.

Algumas necessidades de mudança foram observadas na pesquisa. Questionados sobre, diretores e coordenadores pedagógicos das redes pública e privada divergiram sobre o que é prioridade. Para os diretores de escolas públicas, o mais importante é aumentar o número de computadores por aluno. Os colegas da rede privada, no entanto, vêem como prioridade o desenvolvimento de práticas de ensino que envolvam uso de computador e internet.

Fonte: G1

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