20 de setembro de 2020
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Políticas Públicas

EdTechs ajudam alunos no ensino à distância

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Salas de aulas vazias, crianças em casa. Mas tem escolas particulares e públicas que estão adotando a aula remota. A tecnologia é oferecida por muitas EdTechs – startups que atuam na área de educação. No Brasil, existem 776.

“Não oferecemos sala de vídeo conferência, mas plataforma de interatividade. É uma grande universidade virtual. Quem nos contata diz o que ele quer. Se quer rede social, canais”, explica o empresário Jorge Batista Jorge.

Com a pandemia, a procura por esse serviço aumentou. “Começamos transformação digital na educação pela dor e não pelo amor. Não foi planejado, mas isso está acontecendo. Vamos ter a melhor coisa dos dois mundos quando tudo isso passar”, diz Léo Gmeiner, da Associação Brasileira de Startups.

Os alunos e professores terão internet gratuita (Wi-Fi ou 4G) graças a um acordo feito pelo governo com as grandes operadoras. As aulas são transmitidas ao vivo por dois canais digitais e dois aplicativos desenvolvidos pela startup. Um específico para educação infantil e anos iniciais e outro para anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. O conteúdo também é gravado e está disponível a qualquer hora.

O Nycollas Pereira é estudante do terceiro ano do Ensino Médio e conseguiu se organizar bem para estudar através do aplicativo. “Eu fiquei impressionado. O app é simples e pra mim é mais prático, porque gosto de preparar arquivo e entendo melhor o que estou fazendo”.

O professor também precisa se adaptar à novidade. “Aqui tem que se preocupar com aluno que tem problema de visibilidade. Que é cego. Se preocupar com as figuras, imagens que aparecem, falar de maneira mais lenta”, fala o professor Mauro Marcel Santos de Brito.

Muitos governos chamaram startups para doar esse serviço para o ensino público. A empresa do Jorge foi uma delas. Ela cedeu a tecnologia por quatro meses para o estado de São Paulo e fez o mesmo no Paraná. O custo, se cobrado, seria de R$ 3 milhões. É uma ação solidária que vai render frutos no futuro.

“Somos empresa minúscula perto das grandes. Mas temos tecnologia, e achamos que oferecendo tecnologia, plataforma, nesse período da pandemia, esperamos contrapartida. Queremos nos mostrar para o mundo”, finaliza o empresário.

Fonte: G1

Postado por Abime | www.abime.com.br

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