10 de julho de 2020
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Educação online: durante pandemia, instituições se adaptam a uma nova ferramenta de ensino

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Os dados mais recentes sobre EAD do Inep são de 2018. Em todo país, eram 3.177 cursos, enquanto os presenciais eram 15.891

O fechamento das escolas e faculdades por conta da pandemia do novo coronavírus, faz com que as instituições buscassem soluções para manter os estudantes em atividade. A necessidade levou a uma nova metodologia de ensino: a educação online.

O professor de Química, Helber Costa, afirma que a universidade onde trabalha já preparava o terreno para as mudanças tecnológicas na educação, mas a pandemia acelerou esse processo.

“A gente estava com capacitações docentes, que são os treinamentos que vinham acontecendo há bastante tempo dentro das novas metodologias. A pandemia serviu para nos acelerar em relação ao uso das tecnologias e utilizar a tecnologia à nosso favor.”

Para a estudante Ana Carolina Tardin, que está no último ano do curso de Publicidade e Propaganda, estudar em tempo real pela internet foi uma ótima alternativa.

“Eu estou gostando muito. A parte do professor com a gente, de abrir uma sala só para orientar um por um. A minha experiência está sendo ótima”, afirma.

A Juliana começou a fazer pedagogia em 2020, depois de anos sem estudar. Apesar das dificuldades iniciais, ela está gostando da experiência do ensino remoto.

“Eu vejo como um fator positivo. Através da tecnologia podemos dar continuidade aos nossos estudos. Confesso que não foi fácil, tivemos dificuldades e obstáculos, mas os professores tentaram, de todas as formas, nos ajudar”, destaca.

Apesar das duas formas de ensinar terem algumas semelhanças, o Ensino a Distância (EAD) não é a mesma coisa que o ensino online. Mas é comum as pessoas se confundirem, já que a educação em tempo real pela internet é algo recente até mesmo para os educadores.

O diretor de Ensino a Distância da Faculdade Multivix, Flavio Janones, explica a diferença entre as duas modalidades de ensino.

“Nós temos o ensino online tradicional, em que o aluno estuda onde e quando desejar. Todo conteúdo está disponível para ele, seja nas plataformas virtuais ou nos aplicativos, e a aula remota, que foi a transposição da aula presencial em um horário predefinido, com um determinado professor, sendo transmitida ao vivo para todos os alunos que estavam, anteriormente, naquela sala presencial e que agora estão em suas casas assistindo ao vivo o seu professor. Essa é a grande diferença.”

Os dados mais recentes sobre EAD do Inep são de 2018. Em todo país, eram 3.177 cursos, enquanto os presenciais eram 15.891. Com relação à modalidade de aulas online, o instituto não tem informações atualizadas.

A Multivix, o maior grupo educacional do Espírito Santo, tem 28 mil alunos. Desses, 6.500 estudam na modalidade EAD. Desde o início da pandemia, 21.500 alunos que faziam aula presencial continuaram os cursos por meio das aulas online.

O diretor explicou que a educação online já crescia antes da pandemia, em média de 20% ao ano. Para ele, em um futuro bem próximo, a tendência é de que o ensino superior tenha mais cursos online do que presenciais.

“As pesquisas mostram que, nos próximos anos, a educação online será maior do que a presencial no ensino superior brasileiro. As pesquisas mais recentes mostraram um crescimento de 63% nos últimos meses de pessoas procurando cursos a distância. Acredito que, pós-pandemia, nós teremos um novo modelo de ensino, que chamamos de ensino híbrido, onde a gente tem o melhor do ensino presencial com as tecnologias do ensino a distância. Não mais aquele modelo 100% presencial na sala de aula, mas a união das duas metodologias.”

Entre alunos e professores, superados os obstáculos naturais diante de uma nova forma de aprender e ensinar, existe uma certeza: o ensino online veio para ficar.

“Acredito que essa sim é a nova realidade não só das instituições de ensino superior, mas das escolas de educação básica, ensino médio, ensino fundamental. Eu acho que é provável, é possível isso acontecer, desde que nós tenhamos uma estrutura de tecnologia muito bem sólida e consolidada para que de fato isso ocorra e haja uma transformação na educação”, destaca o professor.

Fonte: R7

Postado por Abime

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