25 de setembro de 2020
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Revalida será aplicado em 6 de dezembro; exame reconhece diplomas de medicina obtidos fora do Brasil

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Anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, e divulgado pelo Inep. Ex-titular da pasta, Weintraub havia anunciado exame para outubro.

O exame teórico para validar diplomas de medicina obtidos em universidades estrangeiras, o Revalida, será aplicado em 6 de dezembro. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, nesta terça-feira (1°), e divulgado pelo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O edital ainda não foi divulgado.

O exame não é feito desde 2017, apesar de a legislação em vigor prever a prova a cada seis meses. A última edição teve 7.380 inscritos, dos quais 393 foram aprovados.

Em maio, o então ministro Abraham Weintraub havia anunciado o Revalida para 11 de outubro. Segundo o Inep, a prorrogação se deve aos protocolos de saúde devido à pandemia do coronavírus.

“A imposição de distanciamento social exigiu o desenvolvimento de novas regras para permitir a presença coletiva de candidatos e equipe de aplicação no dia de realização das provas”, diz o Inep.

O que é o Revalida?

O Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) se divide em duas etapas: uma teórica e outra prática.

A prova teórica, por sua vez, é dividida em duas partes aplicadas no mesmo dia. Pela manhã, devem ser resolvidos 100 itens objetivos. Na parte da tarde, os participantes precisam responder 5 questões discursivas. O anúncio de hoje se refere a esta etapa da prova.

A segunda parte é uma avaliação prática, baseada em 10 entrevistas (anamneses) para diagnóstico inicial de doenças em atores que se passam por pacientes.

Quem pode fazer o Revalida?

Qualquer brasileiro(a) ou estrangeiro(a) que esteja em situação legal de residência no Brasil poderá fazer a prova. Para se candidatar, é preciso:

  • enviar imagens do diploma (frente e verso), como solicitado pelo sistema de inscrição;
  • ter registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) emitido pela Receita Federal do Brasil;
  • ser portador de diploma médico expedido por instituição de ensino superior estrangeira, reconhecida no país de origem pelo seu ministério da educação ou órgão equivalente, autenticado pela autoridade consular brasileira ou pelo processo de Apostilamento da Haia, regulamentado pela Convenção de Apostila da Haia, tratado internacional promulgado pelo Brasil por intermédio do Decreto n.º 8.660, de 29 de janeiro de 2016.

Fonte: G1

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