25 de fevereiro de 2021
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Vestibular Unicamp 2021 avalia como positivo ajustes feitos na pandemia

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Vestibular Unicamp 2021: Segunda fase terminou com menor abstenção em dez anos e 14,1 mil candidatos seguem na disputa por uma das 3.237 vagas ofertadas em 69 cursos de graduação.

Com o encerramento da 2ª fase do Vestibular Unicamp 2021, nesta terça-feira (9), a Unicamp avaliou como positivo os ajustes realizados no processo seletivo em um contexto de pandemia do novo coronavírus. Da redução de obras literárias e números de questões passando pelos protocolos de distanciamento, a avaliação da comissão organizadora (Comvest) é que a universidade estadual cumpriu seu papel ao fazer uma prova classificada como “plural, com valorização de vários conhecimentos e que ajuda a promover o respeito entre as pessoas”.

Ao comentar os números finais da 2ª fase do Vestibular Unicamp 2021, José Alves de Freitas Neto, diretor da Comvest, enalteceu o baixo índice de abstenção, o menor em dez anos, e que ficou em 8,8% nos dois dias – dos 15.470 convocados, 14.113 compareceram e seguem na luta por uma das 3.237 vagas ofertadas em 69 cursos de graduação. Nenhum ocorrência relacionada a pandemia foi registrada nos dois dias.

“Diante de um cenário de incertezas, isso mostra que as mudanças de conteúdo e propostas foram adequadas, assim como a seriedade da organização da Comvest foi observada pelos candidatos”, disse Freitas Neto.

Assim como tem feito nos últimos anos, o Vestibular Unicamp 2021 se propõe a abordar o mundo contemporâneo e a buscar estudantes que saibam ler o mundo em que vivem e a refletir sobre ele. Nesse contexto, o diretor da Comvest defende que a prova cumpre um papel social.

“A universidade tem essa obrigação de estabelecer um diálogo com a sociedade, e a primeira porta que muitas pessoas veem esse diálogo é o vestibular. São 77 mil inscritos e multiplique isso por pessoas envolvidas, familiares, amigos. É um alcance grande para propor reflexões, indagações”, defende José Alves.

 

Diálogo com a sociedade

 

Ainda de acordo com o diretor da Comvest, a universidade e as discussões propostas no vestibular ganham papel ainda mais importante no cenário de negacionismo, em especial da sociedade brasileira.

“Os últimos anos temos sido bombardeados sobre a função da universidade, o papel da ciência e, paradoxalmente, nesse último ano, vimos a pesquisa científica enaltecida com um dos caminhos para ultrapassar esse momento difícil, complexo”, diz.

A abordagem no Vestibular Unicamp 2021 de temas como a pandemia, não diretamente mas em questões multidisciplinares, além de assuntos contemporâneos, aproximam a prova da realidade dos estudantes e a da política de acessibilidade da universidade, mas também servem como registro histórico desse momento.

“A prova é um retrato desse momento, mas ela ficará nos arquivos e será ensinada nos outros anos. Nesse sentido, a prova também tem essa função para que o debate aconteça em salas de aula do ano seguinte. Essa é uma diretriz da universidade que se destaca pela produção científica e não se cala diante do cenário político atual”, completa José Alves.

Fonte: G1

Postado por Abime Abime-volta-as-aulas-para-fevereiro

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