13 de junho de 2021
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Ministro da Educação diz que cortes no orçamento de universidades federais devem ‘adiar projetos’

orçamento de universidades federais

Orçamento de universidades federais: Ministério da Educação para 2021 prevê redução de 37% das despesas discricionárias de instituições federais em comparação ao ano passado.

O ministro da Educação comentou os cortes no orçamento de universidades federais, durante visita ao Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (11). Pela manhã, Milton Ribeiro esteve no campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na Região Central do estado, e afirmou que a pasta irá adiar projetos, como obras nas instituições de ensino.

“O que nós vamos fazer? Ninguém tem a solução para isso. Para a educação, o que nós vamos fazer é adiar alguns projetos. Por exemplo, projetos de obras, enfim. Nós vamos ter que adiar para ver o que é essencial”, disse.

 

O orçamento do MEC destinado às universidades federais em 2021 teve redução de 37% nas despesas discricionárias, se comparadas às de 2010 corrigidas pela inflação.

A queda afeta recursos destinados a investimentos e despesas correntes, como pagamento de água, luz, segurança, além de bolsas de estudo e programas de auxílio estudantil. A análise não inclui os recursos para salários e aposentadorias, que são despesas de pagamento obrigatório.

Milton Ribeiro condicionou a situação do orçamento de universidades federais à arrecadação de impostos por parte do governo federal. Segundo o ministro, a pandemia prejudicou o ingresso de recursos nos cofres da União.

“Tudo vai depender da arrecadação de impostos do Brasil. […] Se aumentar a arrecadação, seguramente, a educação será privilegiada. Nós vamos tentar, mesmo assim, recompor alguns itens que foram cortados do orçamento. Mas a realidade que estamos vivendo é esta, é a realidade em que o lockdown e a paralisação da economia minimizaram totalmente a arrecadação de impostos”, afirmou Ribeiro.

Denúncia de benefício a universidade

 

Milton Ribeiro também comentou sobre a acusação de interferência do MEC em favor de uma universidade suspeita de fraude no Enade. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Milton Ribeiro, pastor presbiteriano, teria atuado nos bastidores da investigação, em benefício do Centro Universitário Filadélfia, uma instituição confessional evangélica.

Ribeiro disse que a investigação começou em 2019, quando ele ainda não era titular da pasta.

“É a mesma coisa, por exemplo, se eu fosse católico e visitasse uma PUC. A pretensa relação que querem fazer minha com uma universidade, que é um centro acadêmico que é evangélico, é uma ilação apenas de quem já saiu”, disse.

Após deixar Santa Maria, o ministro da Educação esteve em Porto Alegre, onde participou de reunião sobre escolas cívico-militares. Milton Ribeiro concedeu entrevistas a emissoras de rádio e TV e o recebeu a Medalha da 55ª Legislatura da Assembleia Legislativa do RS.

 

Fonte: G1

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