22 de outubro de 2021
Abime
Saber Pedagógico

Caminhos para evitar perda de aprendizagem

aprendizagem qualificação internacional

Pesquisa liderada por Ricardo Paes de Barros sugere alternativas para mitigação dos efeitos da pandemia sobre a aprendizagem na rede pública

 

A educação pública básica no Brasil deve sair do isolamento da pandemia com uma perda de aprendizagem que pode afetar a vida dos jovens, e por consequência a economia. Essa constatação surgiu de um estudo que o Instituto Unibanco e o Insper realizaram recentemente.

Para chegar aos resultados, o grupo de pesquisadores usou como metodologia um modelo de simulação capaz de estimar a perda da aprendizagem durante os anos letivos de 2020 e 2021, a partir de parâmetros factuais (desse modo, número de dias letivos em 2020 com educação presencial e o grau de adesão dos estudantes ao ensino remoto) inferidos da experiência brasileira ou internacional em situações similares (eficácia do ensino remoto relativa ao ensino presencial e a perda de proficiência dos alunos que abandonam o ensino remoto); e referentes a situações que ainda nem sequer aconteceram (a porcentagem dos dias letivos em 2021 que será oferecida apenas de forma remota e o esforço dos sistemas educacionais para recuperar as perdas de aprendizado ao longo dos primeiros meses).

É urgente

Liderada pelo economista Ricardo Paes de Barros, do Insper, a pesquisa reforça a importância das políticas públicas para reduzir os danos para a educação em decorrência da pandemia, exigindo, por exemplo, eficaz combate à evasão, melhoria da qualidade do ensino remoto, aumento do acesso e engajamento dos estudantes, o retorno seguro ao ensino presencial ou híbrido com as devidas medidas sanitárias necessárias.

perda de aprendizagem

Foto: Envato Elements

A escola pública deve promover maior engajamento dos estudantes ao ensino remoto. Sendo assim, o estudo acentua que para isso é necessário adotar alguma forma de ensino híbrido o mais rápido possível, além de ações voltadas para a recuperação e aceleração do aprendizado e a otimização do currículo.

Redução de até 20% 

A saber, as perdas da aprendizagem em 2020 pelos estudantes da escola pública em língua portuguesa e matemática atingiram níveis preocupantes – 9 a 10 pontos abaixo do que era esperado, utilizando a escala Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica). A base do estudo foi com jovens que vão concluir o ensino médio este ano. Nesse sentido, incluiu também o aprendizado no 2º e 3º anos do ensino médio após o início da pandemia, considerando o ensino remoto e o abandono escolar.

Contudo, segundo o superintendente-executivo do Instituto Unibanco, o economista Ricardo Henriques, caso as escolas consigam uma transição ao ensino híbrido no segundo semestre, as perdas podem ser reduzidas em 10% a 20%, caso o engajamento dos estudantes seja o dobro de 2020. Para obter detalhes da pesquisa: encurtador.com.br/lCGIZ .

Fonte: Revista Educação

Publicado por Abime

 

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